Pode-se dizer que a Psicanálise é uma metodologia de busca do auto-conhecimento que possui efeitos terapêuticos. Isso se dá pelo fato de a maioria dos transtornos de comportamento não estruturais, ou seja, aqueles que não têm causa genética mas foram desenvolvidos na construção da personalidade, ser fruto de conflitos que se tornaram inconscientes. Esses conflitos, apesar de ignorados pela mente consciente, mantêm uma dinâmica própria de emoções que impedem o funcionamento saudável do psiquismo. Quase sempre, pessoas portadoras desses transtornos, classificadas em grande parte como neuróticos, são infelizes e fazem os outros infelizes também, culpando-os pela sua inabilidade emocional como uma alternativa de defesa do seu psiquismo. A principal técnica utilizada em Psicanálise é a associação livre, que consiste em o paciente falar espontaneamente tudo o que vem à sua mente, sem restrições ou censura, cabendo ao terapeuta, em conjunto com o paciente, a incumbência de pontuar e interpretar os conteúdos que, pouco a pouco, vão formando o quadro do funcionamento do psiquismo observado.
A Psicanálise Integrativa tem como proposta o uso de novas técnicas para o acesso ao inconsciente, que vão além da análise dos sonhos e associação livre, sem entrentanto abrir mão das mesmas. Assim, em conjunto, a psicanálise integrativa lança mão de terapias holísticas, tais como Cromoterapia, Regressão de Memória, Neurolinguística, Hipnose, Acupuntura,
Renascimento, Florais, para obter a diminuição do campo de resistência, obtendo uma abordagem mais ampla do inconsciente, abreviando, com isso, o tempo de análise.
A figura do psicanalista dá lugar a um novo terapeuta, repleto de afetividade, pleno de sua inteligência emocional, que, ciente de sua transpessoalidade, não teme mais os processos de transferência, que antes o tornavam uma figura distante para o paciente.
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